O que é o FAEP ? - Crédito Produtivo Popular
 
        1. APRESENTAÇÃO DO FAEP

   1.1. IDENTIFICAÇÃO

IDENTIFICAÇÃO
 NATUREZA JURÍDICA  Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP
 TÍTULO OSCIP N°  08071.00198/2005-30
 CNPJ  020186250001/06
 NOME  FAEP Crédito Produtivo Orientado
 ENDEREÇO  Avenida Barão do Rio Branco, 2.340 – subsolo – centro.
 Escritório de Negócios: Avenida Barão do Rio Branco, 2.370/ sala: 1.326. Centro – Juiz de Fora
 UF  MG  CEP  36310-016  TELEFONE: (32) 3311-6400 ou (32) 3218 1335



                            COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
NOME ENTIDADE
 Luiz Carlos Alves - Presidente  Orientação Assessoria e Planejamento
 Jorge Daniel de Oliveira Andrade – Vice Presidente  GMP2 Empreendimentos e Serviços
 Silas Batista da Silva  Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora
 Juarez Foresti  Avenida Interativa Consultoria e Marketing Direto
 Marco Polo Germano de Moraes  Assessor do Vice Ministro da Agricultura - Luanda, República de Angola



                            COMPOSIÇÃO DO CONSELHO FISCAL

COMPOSIÇÃO DO CONSELHO FISCAL
NOME ENTIDADE
   
 Cláudio Luiz Simões Cardosos de Mello  Contador aposentado
 Lucimara da Silva Bastos  Administradora



        2. O FAEP

   2.1. IDENTIFICAÇÃO E HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

  O FAEP Crédito Produtivo Popular é uma instituição civil, qualificada como OSCIP, sem fins lucrativos que tem como objetivo fomentar o desenvolvimento sócio-econômico regional, de empreendimentos de pequeno porte, formais ou informais; democratizando a renda, proporcionando a diminuição do desemprego e a melhoria da qualidade da força de trabalho para um público alvo com dificuldades de acesso ao crédito convencional.

  O FAEP teve sua origem na Prefeitura, em 1997, numa articulação que buscava integrar políticas de desenvolvimento local com geração de emprego e renda. Após conhecer a experiência de microcrédito implantada em Porto Alegre, a Prefeitura começou as primeiras conversas com o BNDES e com os demais atores políticos, sociais e econômicos da cidade, com o objetivo de desenhar e consolidar uma instituição microfinanceira no município. Assim, o BNDES sugeriu que se realizasse em Juiz de Fora a experiência piloto do modelo institucional e operacional adotado pela própria instituição, no qual se inseriam as oficinas de formação dos futuros profissionais do FAEP.

  Em seguida, foi realizada a articulação com as empresas locais para ampliar a credibilidade do programa, conseguindo mobilizar ao todo, doze empresas que ajudaram na estruturação do FAEP, desde o repasse de recursos financeiros à cessão de equipamentos e de espaço físico para o funcionamento da agência de microcrédito. Através da seleção de pessoal e a realização do primeiro curso de agente de crédito do Brasil foi constituída a base de recursos humanos da instituição, que começou a operar no dia 04 de agosto de 1997.

  Fundado inicialmente para atuar em Juiz de Fora e nas pequenas cidades no seu entorno, em pouco tempo o FAEP expandiu sua área de atendimento, tendo observado demanda pelo microcrédito produtivo em diversas cidades da Zona da Mata Mineira. Há aproximadamente cinco anos, o FAEP iniciou sua expansão em um raio de maior distância, desenhando uma instituição de microcrédito produtivo regional.

  A ausência de outras instituições similares, fortes e atuantes em grande parte das Minas Gerais abriu espaço para que hoje atuemos em mais de 114 municípios da Zona da Mata, Campo das Vertentes, Sul de Minas e Alto Paranaíba. Municípios estes, que na sua grande maioria, apresentam frágil quadro de estagnação da economia e aonde o FAEP vêm atuando como uma verdadeira rede de microcrédito em uma das áreas mais populosas do Estado .

  Nestes 13 anos de trabalho, o FAEP já ultrapassou mais de R$ 83.000.000,00 (setenta e sete milhões e quinhentos mil reais) de repasse aos empreendedores, em cerca de mais de 45,3 mil operações de crédito, fornecendo capital de giro e investimento, além de incentivar a criação de mais de 50 mil oportunidades de ocupação e renda, levando o desenvolvimento local endógeno aos municípios da região e sendo ainda, capaz de gerar muito mais do que isso: a esperança de crescimento para os pequenos empreendimentos formais e informais, confirmando nosso papel de instituição fomentadora de animação local de economias estagnadas no mapa da exclusão social.

  Os produtos oferecidos pelo FAEP são: a) capital de giro: R$ 200,00 até R$ 15.000,00 com um prazo de pagamento de 01 a 12 meses; b) capital fixo (investimento): R$ 200,00 até R$ 15.000,00 cujo prazo de pagamento é de 01 a 12 meses; c) desconto de cheques pré-datados; d) financiamento do 13° salário; e) Arranjos Produtivos Locais. Para tanto, contamos com o apoio da Caixa Econômica Federal, do BNDES e do BDMG para a captação destes recursos que serão investidos no desenvolvimento econômico endógeno da região e na geração de emprego e renda do nosso público alvo.

Outro importante e decisivo passo foi o de investir maciçamente no apoio aos Arranjos Produtivos Locais (APLs), que já existem ou que estão nascendo nas áreas nas quais já atuamos. A diversificação de nosso foco de atuação nasceu da necessidade de responder à demanda de crescimento de nossa região, que vem apresentando baixos índices de desenvolvimento econômico, se compararmos os números dos novos postos de trabalho criados na Região em relação ao Estado . Percebemos, ao longo de todos estes anos, que não basta fornecer crédito, mas é também necessário, acompanhar os pequenos negócios, capacitar os empreendedores, incentivar à tradição empreendedora e criar novas formas de chegar até onde existem as potencialidades de desenvolvimento, mas, nas quais ainda falta o apoio e o espírito empreendedor.

  Ao identificar este novo nicho de mercado, caracterizado por uma demanda social relevante, percebemos que necessitávamos atuar em diversas frentes do crédito popular produtivo, de modo a suprir tais necessidades visando: fomentar o crescimento à partir das potencialidades de cada segmento social, cidade ou região.

  Visto isso, nos reestruturamos internamente, com a contratação de profissionais capacitados e qualificamos nossos colaboradores, para darmos início a mais esta frente de trabalho em busca do desenvolvimento econômico local, expandindo não só nossa área de atuação, mas as potencialidades de cada território e do próprio microcrédito como um fomentador do processo de inserção social. Desde a sua fundação, em 1997, a instituição FAEP tem se preocupado com a capacitação de seu corpo técnico, promovendo em parceria diversos cursos voltados para a área de microfinanças. Tais cursos possibilitam a excelência no atendimento e no repasse visando a capacitação empreendedora de nossos clientes.

  O FAEP foi concebido para ser uma instituição especializada, com metodologia apropriada ao microcrédito. Cabe o destaque quanto a principal fonte de recursos que compõem o “funding” do FAEP: recursos (empréstimos) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e da Caixa Econômica Federal através do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. Vejamos:
  • BNDES: R$ 500.000,00 em 1999; R$ 600.000,00 em 2000 e R$. 1.180.000,00 em 2005 para aplicação nos Arranjos Produtivos Locais (artesanato e turismo em São João Del Rey; mobiliário em Ubá; mudas em Dona Eusébia; vestuário em São João Nepomuceno)
  • BDMG: R$ 450.000,00 (2001): R$ 1.750.000,00 (2003) + R$ 800.000,00 (conjunto de atuação do FAEP) + R$ 2.500.000,00 (Incorporação Contagem e entorno)
  • CEF: R$ 2.050.000,00 (de 2006 a 2011)
  • Itaú: R$ 2.000.000,00 (de 2009 a 2011)
  • BNDES: R$ 1.100.000,00 em 2009/2010
  • Bradesco: R$ 1.000.000,00 em 2010

  Além disto, em 2006/2007, o FAEP captou recurso a fundo perdido do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) através do BNDES, para o desenvolvimento institucional na região de atuação. Uma parte deste recurso foi utilizada para a compra de equipamentos, motos, carro e mobiliário para toda a área de atuação do FAEP, com o objetivo de melhorarmos nossa capacidade de atendimento junto ao público alvo. Com outra parte do recurso, capacitamos os empreendedores urbanos num total de 12 cursos, distribuídos entre os empreendedores da nossa área de abrangência, levando-se em consideração a atividade econômica que fosse capaz de gerar renda aos empreendedores, além de possibilitar um melhor preparo na sua capacitação profissional. Foram inscritas 366 pessoas com uma aprovação de 246 pessoas; isto é, em torno de 67,21%.

  Mais recentemente, captamos recursos da ordem de R$ 120 mil do Ministério do Trabalho e Emprego para fortalecer as instituições de Microcrédito Produtivo Orientado, estimulando o seu desenvolvimento institucional, através da ampliação de sua capacidade gerencial e organizacional, visando à melhoria de sua eficiência e a ampliação do número de pessoas atendidas pela Instituição. Os recursos do PDI do Ministério do Trabalho serão investidos em 03 áreas. A saber: (1ª) Plano Diretor de Informática; (2ª) Desenvolvimento de novos produtos, com a aquisição do cartão de crédito do FAEP e (3ª) Promoção de análises de Classificação de Risco (Rating).

  A instituição FAEP tem se preocupado com a capacitação de seu corpo técnico, promovendo em parceria diversos cursos voltados para a área de microfinanças. Tais cursos possibilitam a excelência no atendimento e no repasse visando a capacitação empreendedora de nossos clientes. Ao longo de nossa história, constituímos uma gerência de Projetos e de Pessoas, acompanhando rotinas ligadas à gestão de pessoas, (pensando estrategicamente o FAEP) e elaboração de diversos projetos; articulada às demais gerências de Administração/ Finanças e a Operacional (crédito e cobrança).

  Podemos considerar as instituições de fomento acima descritas, parceiras do FAEP, além do destaque às demais instituições como o SEBRAE, SENAC, Sistema Fiemg, Faculdades particulares e várias empresas locais, de médio e pequeno porte, que contribuíram para a consolidação da proposta do microcrédito em nossa região.

  Como tema relevante, o FAEP desenhou no ano de 2006, seu Planejamento Estratégico, com ampla participação dos membros do Conselho de Administração e Fiscal, funcionários e gerentes, elaborando um plano de trabalho para um horizonte temporal de 10 anos.

  Podemos estabelecer três importantes momentos na experiência vivida pelo FAEP nestes 12 anos de vida. O primeiro ocorreu em 1997, quando a instituição surgiu como uma iniciativa majoritariamente do poder público local e de uma instituição federal: o BNDES. Porém, paulatinamente, ao longo de sua história, o FAEP ganhou autonomia, chegando aos cinco anos de funcionamento como uma instituição de perfil privado, não governamental, com viés social, plenamente sustentável e com flexibilidade na definição de procedimentos e na formatação de produtos. O rápido crescimento da instituição entre 1997 e 2000 se deve, ao estabelecimento de uma rotina eficiente que permitiu ganhos progressivos e do amadurecimento do mercado em Juiz de Fora. Posteriormente, a instituição seguiu crescendo em função da expansão da instituição para o âmbito regional.

  Parte desta experiência se deve em grande parte ao seu desempenho operacional, que possibilitou o acúmulo de recursos necessários para que o FAEP pudesse se lançar em novos mercados, ofertando crédito a empreendedores excluídos da Zona da Mata Mineira e regiões próximas. Este crescimento se estabilizou em 2001 em um patamar que permitiu que a instituição retomasse uma busca por eficiência nas regiões expandidas e que se iniciasse na formatação de produtos para expandir a gama de empreendedores atendidos.

  Em paralelo, procuramos dotar o FAEP dos mais modernos recursos de processamento da informação. Com isso, passamos a utilizar sistema integrado de gestão, próprio às instituições financeiras (customizado para nossas necessidades de características de operação), adotando, em decorrência, o modelo de contabilidade bancária (plano de contas e normas do Banco Central para a classificação de risco). O sentido geral é tornar nossa gestão a mais profissional possível, dentro das mais modernas técnicas de administração.

  O terceiro momento se refere à adequação do seu marco legal enquanto OSCIP, ao período da elaboração e consolidação de seu Planejamento Estratégico, ao recurso captado (a fundo perdido), junto ao BID/Programa de Desenvolvimento Institucional/BNDES e ao estudo acerca da expansão e da incorporação do FAEP (Instituição de Microcrédito de Araxá e Varginha) focando o ganho de capilaridade de uma nova empresa, assim, constituída.

  Nossa entidade possui capacidade de processamento de dados, suficiente para a realidade atual do negócio, contando com servidores de dados e internet, estações de trabalho e impressoras em número adequado e tecnologicamente atualizado. . Contudo, com a expansão em estudo, teremos que aumentar nossa capacidade de processamento e adotarmos versão Web de nosso software de gestão.

  A dicotomia entre sustentabilidade e o cumprimento da missão social consiste em uma questão crucial para o FAEP. A eficiência operacional e o impacto social não são vistos por nós como aspectos antagônicos e sim, como elementos que devem estar integrados dentro de um único sentido, o que é coerente com o histórico da nossa instituição.
  Acreditamos que os resultados alcançados até agora - modestos, porém sólidos - revelam que estamos no caminho certo e que as opções feitas na metodologia do crédito popular, na profissionalização de sua equipe executiva e pela identidade assumida como OSCIP, revelaram-se, em geral, acertadas. Isso, porém, apenas aumenta nossa responsabilidade. O Faep tornou-se uma referência nacional e tem por isso um desafio adicional: além de obter uma maior otimização na concessão de crédito popular em Juiz de Fora, necessita contribuir para o desenvolvimento de uma rede de microcrédito na Região.

  Somente com sustentabilidade, eficiência operacional e capacidade de expansão o FAEP pode permanecer cumprindo sua missão e ampliar, ao mesmo tempo, o número de pessoas em situação de exclusão social atendidas.

   2.2. A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO FAEP

  A instituição conta, hoje, com um universo de 50 colaboradores, entre contratados e estagiários e sua estrutura organizacional está assentada em três níveis organizacionais, assim definidos:

  (1°) Institucional: corresponde ao nível mais elevado da Entidade e é composto pela Assembléia Geral, Conselho de Administração e Diretoria. É o nível em que as decisões são tomadas e onde são estabelecidos os objetivos da instituição, bem como as estratégias para alcançá-los. Mantém interface com o ambiente lidando com as incertezas.

  (2°) Intermediário ou gerencial: posicionado entre o Institucional e o Operacional, cuidando da articulação interna entre eles. É responsável pela escolha e captação dos recursos necessários, bem como da distribuição e colocação do que foi “produzido” pelo FAEP nos diversos segmentos de mercado.

   (3°) Operacional: também denominado núcleo técnico. É o nível no qual as tarefas são executadas e as operações realizadas. Envolve o trabalho básico relacionado diretamente com a produção dos serviços do FAEP. O acompanhamento da Instituição acontece através da Assembléia Geral, da Auditoria Contábil e Operacional (trimestral), do Conselho Administrativo e Conselho Fiscal. O acompanhamento da Instituição acontece através da Assembléia Geral, do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e de Auditoria Independente.

   2.3. ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

INSTITUIÇÃO PAPEL
BNDES Projetos, Recursos
CEF, BDMG Financeira
Associação de moradores, sindicatos, associação de artesãos e camelôs, Igrejas, associações culturais e recreativas Levantamento de demanda e sugestões.
Conselhos Municipais de Emprego, Trabalho e Renda Institucional e Técnica
Sistema S Técnica
Poder Público Institucional
Universidades Técnica
EMBRAPA, EMATER Institucional e Técnica



   2.4. OBJETIVOS DO MICROCRÉDITO E DO FAEP

  • Combater a pobreza e o desemprego, por meio do fortalecimento das atividades econômicas de pequeno porte, substituindo as formas assistencialistas de atender a população de menor poder aquisitivo;
  • Promover a experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito que atendam à população de baixa renda, de forma a criar condições de sobrevivência, auto sustentabilidade, crescimento e formalização dos pequenos negócios;
  • Promover a implantação, a modernização, a ampliação e/ou a diversificação de atividades capazes de gerar ou manter trabalho e renda, em bases auto-sustentáveis, com base em investimentos de pequeno valor, com respaldo principalmente no sistema de crédito solidário;
  • Elevar a produtividade dos empreendimentos apoiados, através do incentivo ao investimento fixo associado à capacitação técnico-gerencial do empreendedor, de forma a minimizar o risco do negócio, possibilitar seu crescimento e estimular a formalização das microempresas.


   2.5. DEFINIÇÃO DO PÚBLICO ALVO

  O modelo de microcrédito por nós considerado tem como característica fundamental o crédito produtivo orientado e está voltado tanto para empreendedor de baixa renda, configurando um instrumento de manutenção e geração de emprego e renda, quanto para os micros e pequenos negócios, para os quais representa um instrumento de fortalecimento e expansão da atividade econômica.

  O público potencial do microcrédito é composto por aqueles indivíduos ou empresários cujas posições na ocupação no trabalho principal estejam enquadradas em uma das três categorias utilizadas pelo IBGE na realização do Censo Demográfico de 2000: trabalhador na produção para o próprio consumo, trabalhador por conta própria, empregador e trabalhadores do mercado informal.

  Entende-se por trabalho principal aquele que indica a relação de trabalho entre a pessoa e o empreendimento em que trabalha. Vejamos:

  a)Trabalhador na produção para o próprio consumo: Pessoa que trabalha na produção de bens do ramo que compreende as atividades da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal, pesca ou piscicultura, destinados exclusivamente à alimentação de pelo menos um morador do domicílio. O valor da produção para o próprio consumo não é computado como rendimento.

  b) Trabalhador por conta própria: Pessoa que trabalhava em seu próprio empreendimento explorando, sozinha ou com sócio, uma atividade econômica sem ter empregado e contando, ou não, com a ajuda de trabalhador não-remunerado.

  c) Empregador: pessoa que trabalhava em seu próprio empreendimento, explorando uma atividade econômica com, pelo menos, um empregado. Os empregadores são desagregados em cinco subgrupos: com 01 empregado; com 2 empregados; com 3 a 5 empregados; com 6 a 10 empregados; e com 11 e mais empregados. Neste caso, estudos da Fundação João Pinheiro dimensionaram o porte dos empreendedores em relação ao número de empregados - para análise do microcrédito – por considerar que o público potencial deveria se restringir apenas aos empregadores com 01 empregado, com 02 empregados e com 03 a 05 empregados. Portanto, para efeito do estudo do microcrédito, deixaram de ser considerados como público potencial deste nicho de mercado os empregadores com mais de 05 empregados e as pessoas ocupadas como empregados, como por exemplo: trabalhadores domésticos, não remunerados em ajuda a membro de domicílio e como aprendiz ou estagiário sem remuneração.

  d) O aumento do crédito pessoal está cada vez maior e sendo mais explorado. Na pesquisa realizada pelo IBGE, o setor informal cresceu significativamente, encontrando um grande mercado de atuação das Instituições de Microfinanças - IMF. A instituição deve-se preocupar com o crédito produtivo que pode estar sendo utilizado via crédito pessoal; esse sim é o público do Banco.

   2.6. PERFIL DOS CLIENTES ATENDIDOS

      Características Gerais do Segmento (Cliente)

  • 87,92% trabalham por conta própria
  • 12,08% são pequenos empregadores


  •   Quanto ao Gênero

  • 44,0% são homens
  • 56,0% são mulheres


  •   Quanto ao local de trabalho

  • 25,23 % trabalham somente no domicílio
  • 68,48% trabalham somente fora do domicílio
  • 6,29% no domicílio e fora do domicílio


  •   Quanto a Utilização de Recursos de Informática

  • 87,91% não utilizam serviço de informática


  •   Quanto aos Registros de Informações Gerenciais

  • 57,81 % não registram nada
  • 29,54 % fizeram o registro sozinho
  • 12,25 % possuem contador.


  •   Quanto a Determinação do Preço

  • 26,09 % determinam seu preço de venda pelo preço de outras empresas concorrentes
  • 17,38 % determinam seu preço através do custo de produção mais uma parcela fixa
  • 38,98 % determinam seu preço através de negociação com o cliente
  • 4,13 % o cliente determina o preço de seus produtos
  • 10,07% O preço é tabelado pelo fabricante ou Governo


  •   Quanta a Constituição e Registros

  • 88,93 % não têm registro de microempresa
  • 97,50% não aderiram ao SIMPLES
  • 72, 98 % não possuem licença estadual ou municipal.
  • 86,96% não são filiados a sindicatos ou órgãos de classe
  • 87,29% não têm constituição jurídica


  •   Quanto a Forma de Trabalho

  • 74,74% não trabalham por encomenda ou subcontratos.


  •   Quanto a Características dos Clientes

  • 81,83% possuem clientela variada


  •   Quanto a Utilização de Crédito

  • 94,76% não utilizaram crédito nos últimos 3 meses (dados pesquisa informal IBGE – 2003)


  •   Quanto a Utilização apoio técnico

  • 97,03% não receberam nenhum tipo de assistência técnica
  • 0,42% recebeu apoio de órgão do governo.
  • 2,47% receberam apoio de outras organizações


  •   Quanto aos Recursos para Montagem do Empreendimento

  • 39,89% usaram outros recursos próprios para montar sua empresa
  • 33,48% não precisaram de capital


  •   Quanto ao motivo que levou a montar o negócio

  • 24,58% iniciaram um negócio porque perdeu o emprego
  • 17,08% iniciaram um negócio para complementar renda familiar


  •   Quanto ao Grau de Escolaridade

  • 68,76% possuem até segundo grau incompleto.
  • 90,60% até segundo grau completo


  •   Quanto a Necessidade para Expandir o Negócio

  • 37,36% das respostas acreditam que o crédito é importante para o seu negócio
  • 34,46% das respostas acreditam que a formação profissional (25,77%) e capacitação em gestão (8,69%) são importantes para seu negócio
  • 18,62% das respostas acreditam que o apoio a comercialização é importante para seu negócio


  •   Quanto ao Acesso a Serviços Financeiros

  • 39,34% possuem conta corrente
  • 21,93% cheque especial
  • 33,46% possuem talão de cheques
  • 22,62% possuem caderneta de poupança
  • 21,07% possuem cartão de crédito.


  •   Quanto a Utilização do Sistema Financeiro

  • 31,74% utilizam agência bancária
  • 42,67% utilizam correspondente bancário
  • 16,61% não efetuam transações financeiras


  •   Quanto a Utilização de Seguros

  • 72,53% não possuem nenhum tipo de seguro.